Bem-vindos, fascistas!

Por que este blog se chama ‘Fascistas!’?

‘Fascista!’ é um dos xingamentos mais populares neste começo de século, cujo mainstream ideológico e cultural é altamente influenciado pelas ideias neo-marxistas do pós-guerra, sobretudo através dos intelectuais de Frankfurt e Paris (Adorno, Marcuse, Horckeimer… na escola alemã; Foucault, Beauvoir, Bourdieu… na trupe francesa).

Aliás, a invenção da moda de xingar de ‘FASCISTA!!!!!’ talvez possa mesmo ser atribuída a Theodor Adorno, que elaborou a ‘Escala F de Fascismo’, um teste de personalidade que indica, em letras miúdas, que quanto mais longe dos ideais e crenças do sociólogo alemão, mais ‘fascista’ você é.

Na prática, chamar alguém de fascista aos berros se tornou (seja em ambientes sóbrios, como cursos universitários de sociologia e filosofia… ou nem tanto, como fóruns de internet) nas últimas décadas uma forma de dizer “Você discorda de mim em determinados pontos políticos, econômicos, éticos e morais… portanto, você é bobo, feio, cara de mamão e tem chulé!!!” em uma única palavra.

“Fascista!” não significa, realmente, muito mais do que isso.

Sobre a palavra/xingamento “Fascista!” este blog recomenda este excelente texto do Spotniks : http://spotniks.com/pare-de-chamar-os-outros-de-fascistas-voce-nem-sabe-o-que-essa-palavra-quer-dizer/

Sobre a minha intenção neste blog: me dedicarei (ou tentarei me dedicar) ao compartilhamento de textos próprios e materiais (traduções, vídeos, artigos) que discutam questões como liberdade de expressão, igualitarismo (de raça, sexualidade, gênero…), politicamente correto et cetera tratando de trazer um pouco de “mais confusões às prateleiras” da websfera em português.

Sobre o autor, meu nome é Daniel Reynaldo, terminando a licenciatura e começando o bacharelado em Biologia na UFRJ; moro numa favela ‘complicadíssima’ do Rio de Janeiro: no famoso Complexo do Chapadão, já morei em ruínas de prédios abandonados e catei lixo na rua pra comer na infância, já morei em barraco de madeira na adolescência, vendi bala no trem e no ônibus a maior parte da minha vida e sou funcionário público há uns poucos anos, sou negro, racionalista (no sentido popperiano da palavra), não acredito em ideias sobrenaturais de qualquer natureza…

 

tiburinho
Marcia Tiburi é autora de um livro em que classifica todos os que discordam de suas ideias fortemente influenciadas pelos pensadores pós-modernos de Frankfurt de “fascistas” e ensina a conversar com eles. O livro é sucesso absoluto de vendas 🙂

Sou frequentemente referido como opressor capitalista, racista, machista, homofóbico e claro, ‘Fascista!!!!!’ quando debato sobre moral e política. Mas… juro que é tudo mentira e que, na verdade, sou defensor da igualdade de tratamento por parte do Estado independente de raça, credo, gênero ou preferências sexuais; que sou moderadamente (e pouco convicto) de esquerda no campo econômico (onde tenho evitado opinar, até ter oportunidade de refinar minhas ideias nesta área); que advogo pela liberdade irrestrita de expressão de ideias e opiniões (inclusive as que não compartilho); que não sou fã de Bolsonaro, Malafaia e Feliciano (e tampouco de Jean Wyllys, Marcelo Freixo e Maria do Rosário).

Acredito que há outros meios de posicionar sobre igualdade, direitos civis e justiça social que não se encontrem nos dois extremos desta ferradura  e tentarei demonstrar isso aqui, tanto escrevendo como compartilhando materiais moderados e visões menos mainstream. 🙂

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