Nas ‘ocupações’ estudantis, o Hamas é quem faz escola.

No conflito territorial entre Israel e Hamas, o partido/guerrilha que domina a Palestina tem popularizado uma estratégia raramente vista em conflitos bélicos, pelo menos não com a recorrência que é aplicada por aquele grupo terrorista: os escudos humanos.

Escudo humano é uma tática de guerra, crime de guerra pela convenção de Genebra, que consiste em propositalmente travar batalhas bélicas em locais em que hajam muitos civis por perto a fim de evitar a reação por parte do exército inimigo (o qual se espera que mire apenas em militares).

A cena vista abaixo é um típico exemplo de uso de escudo humano: os meninos e homens desarmados que se vê atrás dos terroristas são cidadãos civis palestinos, obrigados pelos terroristas a permanecer na linha de tiro para evitar que os soldados israelenses revidem aos ataques.

No Brasil a mesma tática, resguardadas as proporções, tem sido aplicada pelo ativismo sindical do magistério.

Estudantes do ensino básico, crianças de 10 a 15  anos aproximadamente, têm sido coagidas e convencidas pelos seus professores a invadir escolas públicas concomitantemente com as típicas mobilizações sindicais (férias extras anuais, também conhecidas como greves).

Greves são meios legalmente previstos de protestar contra condições de trabalho consideradas injustas pelos trabalhadores (ou por parte deles) e amplamente utilizadas por funcionários públicos (os quais geralmente são pagos acima ou muito acima da média pela qual seus colegas de função da iniciativa privada recebem), cuja garantia de estabilidade empregatícia torna praticamente nula qualquer possibilidade de punição aos grevistas.

Mas  as greves têm uma limitação legal: elas não podem ser compulsórias, funcionários que não queiram, por absolutamente qualquer motivo, participar das tais ‘campanhas salariais’ não podem ser coagidos violentamente a isso.

Obvio que a lei nunca foi totalmente perfeita em impedir atos de coação moral, ameaças e por vezes agressão nos famosos piquetes de greve, mas dava muita dor de cabeça, as vezes rolava processo, a polícia aparecia, levava em cana pra averiguação.

Bom, o Hamas é um movimento muito apreciado por parte do ativismo sindical e não seria mesmo surpresa que as suas estratégias de guerrilha fossem adaptadas para as necessidades pontuais dos professores grevistas no Brasil.

De uns dois anos para cá praticamente toda greve de professores no país passou a ser acompanhada por invasões muito convenientes de adolescentes e crianças que “roubam” as chaves das escolas, tomam o controle das atividades (geralmente introduzindo oficinas culturais sobre pixação, funk e práticas semelhantes), impedem que professores que queiram dar aula e alunos que queiram assistir acessem o espaço público. Se tais ocupações fossem realizadas pelos próprios professores seriam sempre encerradas pelas forças policiais, utilizando de bombas de efeito moral e gás lacrimogênio.

Convencer crianças a invadir os espaços é garantia de que o uso da força policial será evitado e que o direito dos demais professores e alunos será mais eficientemente aniquilado.

Ontem morreu um destes adolescentes em uma escola pública no Paraná. Não foi morto pelos policiais, mas pela ausência deles em um conflito entre quadrilhas que atuavam dentro da ocupação.

Este é um problema de ser escudo humano: você está sempre em iminente risco de vida.

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